O Exercício da Liberdade Religiosa

Deus cria o homem
E criou Deus o homem à sua imagem
Gênesis 1:27. Gênesis 1:27

Nós vemos em Gênesis 1:27 que Deus criou o homem à Sua imagem, e a Bíblia amplia ainda mais a revelação sobre o fato de que Deus dotou Sua criação com a liberdade. Esses fatos geraram a conclusão e o conceito de que o homem criado à imagem de Deus tem dignidade e igualdade e isso constitui a base para o princípio teológico e fundamental da liberdade humana, particularmente a liberdade de adorar à Deus, e debater sobre religião em qualquer fórum, seja dentro ou fora do prédio da igreja local. 

 

Uma expressão distintiva deste fato fundamental foi incorporada na Declaração da Independência, em que uma das “verdades auto-

independência dos Estados Unidos
Declaração de independência dos Estados Unidos

evidentes” é que “todos os homens são criados iguais e dotados pelo Criador de alguns direitos inalienáveis”. É importante destacar que cada membro do Congresso reunido na Filadélfia em 1776, assinou a declaração depois de fazerem cerca de 90 mudanças e adicionar dois parágrafos ao esboço do documento original. Ao colocar sua assinatura no documento, cada membro do Congresso concordou com a expressão de que eles foram criados e o Criador deu direitos à cada um deles. A implicação direta aqui é que, o próprio Deus, o Criador, não o governo, nem nenhum rei, tinha concedido esses direitos e que não estava dentro da alçada do governo diminuir qualquer desses direitos

Esta Declaração é grandemente estimada pela maioria dos norte-americanos, mas, às vezes, eles não se lembram ou sabem exatamente o que ela diz, trazendo como resultado a distorção, na lembrança, do que é simplesmente essa “liberdade”, sem qualquer referência ou avaliação sobre a fonte dessa liberdade, liberdade do que, ou liberdade para fazer o quê.

Os fundadores dos EUA acreditavam no princípio fundamental dos direitos dados por Deus de uma forma tão forte, que quando chegou a hora de escrever e adotar uma Constituição para o governo federal, a “Carta de Direitos” foi adicionada em 1791 para deixar bem explícito novamente essas liberdades, sobre as quais o governo federal não tinha voz

A Emenda claramente diz:

“O Congresso não fará nenhuma lei à respeito do estabelecimento da religião, ou proibindo o livre-exercício da mesma; ……………………… ..”

Este direito foi considerado tão precioso que foi o primeiro da lista entre os outros direitos previstos na Primeira Emenda. Estes são os direitos inalienáveis referenciados anteriormente na Declaração de Independência. É importante notar a formulação exata das palavras desta alteração. Ela não usa as palavras “liberdade de culto”, mas proíbe estritamente leis que restrinjam o livre exercício da religião que, obviamente, inclui a adoração, o culto. 

Ouça com muita atenção as palavras dos líderes políticos atuais ou daqueles que podem tentar restringir a liberdade religiosa. 

Quando nós, supostamente, citamos a Constituição, as palavras usadas são sempre “liberdade de adoração ou culto”. Liberdade de culto, conceitualmente, pode limitar o exercício da religião para apenas dentro da nossa igreja local e talvez em nossas casas, mas com a possibilidade de excluir o exercício da religião em praça pública. Essa interpretação soa familiar? 

Além disso, observe que dentro da Constituição a crença fundamental em Deus como criador não é reiterada. Por quê? Não me lembro de ler ou ouvir qualquer outra pessoa levantar esta questão ou responder à essa pergunta. Talvez seja porque muitas pessoas confundem o estilo da redação da Declaração com o estilo da redação da Constituição. Um juiz federal no Texas emitiu recentemente um acórdão com base no suposto estilo da redação na Constituição de que “todos os homens são criados iguais”. Esse juiz deveria saber mais!

 

 

Deus é o criador
Deus é o criador do Universo

Minha explicação pessoal para a omissão do conceito de Deus como criador, na Constituição, encontra-se dentro da própria 

 

Declaração. Os fundadores consideraram que por ser um fato auto-evidente, não exigia repetir-lo em outro documento. Afinal, se é tão auto-evidente, todos deveriam saber disso. O que estamos lutando hoje é contra a tentativa do governo e outros, de redefinir o que a Constituição diz e o que ela quer dizer. 

Se permitirmos que comecem a citar incorretamente a Constituição, e com isso limitar o nosso exercício de liberdade religiosa e de culto, nós teremos fracassado.

Nós falhamos em defender firmemente o nosso direito inalienável dado por Deus e defendê-la como tal. Nós também falhamos em lutar por aquilo que os fundadores da nossa nação lutaram e morreram para defender. E mesmo que essa discussão esteja sendo sobre os EUA, o fato fundamental é que Deus criou o homem à Sua imagem e lhe deu direitos inalienáveis, e isso não é limitado geograficamente. Essa verdade existe para cada pessoa, não importa em qual país resida. 

A questão é esta. Vamos ou não exercitar nossa liberdade religiosa? Digo, fora das quatro paredes de uma igreja. Para mim, isso soa como uma tarefa dificílima, à medida que essa falsa interpretação tornou-se tão arraigada no pensamento popular. Este problema é precisamente o que está sendo debatido na Suprema Corte dos EUA. 

Pode uma entidade, neste caso a empresa Hobby Lobby, proporcionar algo aos seus funcionários que seja contrário às crenças religiosas de seus proprietários? Em outras palavras, os proprietários da Hobby Lobby são livres para exercer suas crenças religiosas? Uma leitura muito simples da Primeira Emenda da Constituição diria “sim”. O raciocínio é que o Congresso é proibido de promulgar qualquer lei que restrinja essa liberdade. Cada crente deste país deveria estar orando para que a Suprema Corte tenha a capacidade de leitura e razão, e também a coragem de se colocar contra os inimigos políticos

O povo dos EUA precisa ser ensinado sobre o que a Constituição realmente diz. Minha solução prática para fazer isso é começar aos poucos, mas começar. Sempre que você ouvir uma declaração inexata sobre nossa liberdade religiosa, corrija a pessoa que está falando, mas de forma educada. Se estiver escrito num artigo de jornal, enviar um comentário corrigindo o conceito. Se for uma discussão na internet, postar uma resposta. Ao fazer isso, nós não estamos apenas reafirmando o que a Constituição diz, mas estamos re-confirmando o nosso direito dado por Deus.

 

Postagem original: Creation World View – The Exercise of Religious Freedom

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